
sábado, 28 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
PAPA CHICO BENTO, O ÚNICO
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domingo, 22 de junho de 2008
PESSOA

"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus."
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus."
ALBERTO CAEIRO -( Fernando Pessoa)
Simples como água e tão necessária quanto... as poesias e prosas de Fernando Pessoa também foram importantes no meu claustro.
A volta
Um dia ganhei esse livro da minha irmã Cida e ele foi muito importante naquele momento porque eu estava isolado e afastado da familia e dos amigos, foi minha companhia e ...que companhia! Após passar essa fase triste, emprestei-o à um pobre rapaz que se interessava muito por esse tipo de leitura .Quando fui pedi-lo de volta notei que na sua estante, além da televisão preta e branca só havia aquele livro que com certeza foi colocado ali com muito orgulho. E ele não parava de elogiar tudo o que tinha lido. É evidente que não levei o livro de volta e não me arrependi. Ontem meu irmão Marcelo mandou via sedex , entre outras coisas o mesmo livro O Mundo de Sofia de presente pra nós. Irmãos abençoados que eu tenho,não?
Um homem feliz.
O barão Wilhelm von Gloeden, era um homem rico, jovem e culto. Mas ficou imortalizado pela sua sensibilidade artística quando no início do século passado mudou-se para a pequena Taormina na Itália e resolveu fotografar os jovens moradores dessa então pequena e pobre cidade. Sua obra foi guardada por um dos seus modelos e conseguiu escapar a todas as tentativas de destruição... Hoje suas fotos estão por toda internet mostrando o quanto esse jovem nobre deve ter sido feliz em tão boa companhia, que ele fêz questão de imortalizar através de uma grandiosa coleção .Imperdível.

MINHA PRAIA, PQ ECOLÓGICO
O Parque Ecologico de Indaiatuba fica muito perto de casa e é lá que toda manhã eu passeio com minha Pretinha e o cotonete de elefante Toby. É muito bom poder fazer isso todos os dias . Caminhar e ver esses dois cachorros brincando e vivendo sua liberdade, depois de tudo o que eles e eu passamos....Não sei se vai durar, não sei quando se acaba, mas eu vou curtindo tudo isso.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
FELIZ ANIVERSÁRIO
domingo, 15 de junho de 2008
OS CATÓLICOS DEVIAM LER NIETZSCHE

...talvez fizesse muito bem para os católicos a leitura imparcial de alguns livros do gênio alemão. Ler e tentar contrapor-se sem se enganar e sem faltar com a verdade...seria um exercício cruel, difícil,mas que resultaria em descobertas importantes.É tão batido isso, mas não resisto: A verdade dói mas deve ser dita.
sábado, 14 de junho de 2008
MICHAEL

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ? E AGORA,MICHAEL?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ? E AGORA,MICHAEL?
A DONA PRETA
ANA BEATRIZ
INAUGURANDO...
Belo domingo pra inaugurar esse blog. Acabei de voltar de uma rápida viagem pra Jarinu, e voltei tão bem, tão contente de ver amigos e paixões antigas...
Voltei pensando em como são diferentes essas 2 cidades. A pequena e modorrenta Jarinú, com suas ruas em declives e aclives quase impraticáveis de tão acentuados - e a plana, moderna, movimentada Indaiatuba, onde moramos agora e nos isolamos do mundo completamente. Aqui vivo uma espécie de exílio dourado às expensas de um irmão bom e rico que nos mantém, à mim , minha mãe e meus dois irmãos Daniel e Lurdinha.
Meu pai escolheu Jarinu pra nos tirar de São Paulo. Deixamos de ser da cidade grande e voltamos a nossa origem caipira. Hoje falamos com o sotaque interiorano e nunca mais nos acostumamos com o ritmo maluco da caótica capital. Meu pai morreu e aos poucos Jarinú foi ficando menos quieta e bucólica e assim resolvemos sair de lá.
Hoje em Indaiatuba eu penso apenas que nós perdemos muito tempo parados em Jarinú e que agora precisamos reinventar dons e habilidades pra fazer alguma coisa nessa grande cidade do interior que é perfeita para otimismo, aventura...ousadia. Eu queria que o espírito inovador e corajoso do meu pai nos inspirasse para novas experiências.
Voltei pensando em como são diferentes essas 2 cidades. A pequena e modorrenta Jarinú, com suas ruas em declives e aclives quase impraticáveis de tão acentuados - e a plana, moderna, movimentada Indaiatuba, onde moramos agora e nos isolamos do mundo completamente. Aqui vivo uma espécie de exílio dourado às expensas de um irmão bom e rico que nos mantém, à mim , minha mãe e meus dois irmãos Daniel e Lurdinha.
Meu pai escolheu Jarinu pra nos tirar de São Paulo. Deixamos de ser da cidade grande e voltamos a nossa origem caipira. Hoje falamos com o sotaque interiorano e nunca mais nos acostumamos com o ritmo maluco da caótica capital. Meu pai morreu e aos poucos Jarinú foi ficando menos quieta e bucólica e assim resolvemos sair de lá.
Hoje em Indaiatuba eu penso apenas que nós perdemos muito tempo parados em Jarinú e que agora precisamos reinventar dons e habilidades pra fazer alguma coisa nessa grande cidade do interior que é perfeita para otimismo, aventura...ousadia. Eu queria que o espírito inovador e corajoso do meu pai nos inspirasse para novas experiências.
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